Cão chamado Farofa fica deprimido em churrascos". Esta bem
poderia ser mais uma notícia no limite entre o curioso e o nonsense a
figurar na comunidade do Orkut "Anão vestido de palhaço mata 8",
criada pelo paulista Marcos Barbará, e que desde de junho de 2005
reúne notícias estranhas e divertidas na rede. Embora confesse não
lembrar mais o que tinha na cabeça quando criou a comunidade, às
vezes afirma, pândego, que ela teria nascido da idéia de que tudo
pode ser absurdo, outras diz que apenas gostava de se divertir lendo
notícias engraçadas. Mas o que teria motivado a criação da
comunidade não faz diferença. Quase dois anos depois de ter
surgido, a "Anão vestido de palhaço mata 8 (na Croácia)" reúne mais
de 70 mil membros, centenas de manchetes curiosas e acaba de virar
livro, segundo o autor, "uma espécie de manual sobre como nós,
seres primitivos do século XXI, somos ridículos e absurdos".
Com notícias como "Diminuto coelhinho ajuda 31 a fugirem de
prisão", "Americano açoita namorada com um atum", "Aranha vive
por 27 dias dentro da orelha de sueca" ou "Jesus aparece em
banheiro e é vendido por 2 mil dólares", o livro arranca boas risadas a
cada página. Para os mais reflexivos, não deixa de ser um curioso
objeto de análise. As notícias, colhidas de jornais e sites do mundo
inteiro, levantam a questão: o que, afinal, é notícia? E como manter a
lucidez diante de tanta informação?
Divididas em 13
categorias, o autor elencou as 66 notícias mais bizarras do mundo
entre as já publicadas na comunidade e "inéditas". Depois de flanar
por esquisitices nas áreas de Ciência & tecnologia; Saúde & Beleza;
Arte & Lazer; Educação & Bons Costumes; Lei & Ordem; Amor &
Relacionamentos; Culinária & Gastronomia; Esportes & Fitness;
Religião & Fé; Comportamento & Atitude; Guerra & Poder; Vida
Selvagem & Meio Ambiente ou Fenômenos & Milagres, o leitor vai
concordar com Marcos: o mundo contemporâneo é mesmo muito
estranho ou torcidas organizadas de Banco Imobiliário serão criadas
por todo lugar com muita naturalidade – até porque, como diz Caetano
Veloso na música Vaca Profana, "de perto ninguém é normal".