Chegança
Maria Aldice da Silva de Athayde
Poesia 84 páginas
O título da obra poética de Maria Aldice já nos indica o sentido do livro: a festa do amor. Entre os vários significados Chegança refere-se à " dança lasciva do século XVIII".
O amor é o fio condutor que permeia a série de poemas e revela de modo mágico "os caminhos" e "os contextos" de sua vida.
Em "cantos poéticos" o jogo das relações manifesta-se em simbólicas variações. "É Poeta Medieval" porque cria " fábulas, romances e imagens.
O que faz Maria Aldice nesse cantos poéticos? Na Chegança os poemas dramaticamente exprimem fantasias e decepções. Ela grita "em mim a ilusão morava, em ti residia a minha escolha". E pressentiu que sem perceber o amor se abriu e "o desejo se presentificou". Tarde descobre a solidão "evasiva memória - opaca presença impede a recordação."
Tecendo todos os poemas, o item Caminhos revela a história de sua vida, as "ilusões da moça pálida, romântica e frágil" que se faz forte para a vida. É a "ingênua criatura" que vai adotando protótipos até descobrir a sua verdadeira identidade. Do outro lado do palco afirma "hoje eu sou eu" e "recomeço o caminho" .
No Texto do Contexto "de aço, de ferro e fogo" "baila o sentimento de liberdade". Maria Aldice "afirma a vida que é, "da mulher que enfrenta a vida doméstica, o trabalho, o computador e o carro, obedecendo o código de sinalização e marchas mas não se esquece de ser mãe, "mãe do filho que você sabe ser": e se permite diante da vida: " criar e recriar-se ser".
A palavra imprime o tempo
Confere
autoridade ao discurso revelador
Me fiz verbo
Na
mão do desejo legado
Infecundidade pela
paixão
De amor grávida